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Com cinco casos de gripe aviária, BR segue com status sanitário inalterado, mas autoridades debatem junto a parceiros comerciais sobre políticas de zoneamento

Publicado em 22/05/2023 13:41 e atualizado em 22/05/2023 14:43
Ricardo Santin e José Eduardo dos Santo - Presidente da ABPA e Presidente Executivo da ASGAV
Tratativas com parceiros comerciais no mercado externo já vêm sendo feitas desde 2020

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O Brasil segue com o status sanitário de "livre de influenza aviária de alta patogenicidade". Atualmente, são cinco casos da doença registrados em aves silvestres, sendo quatro do Espírito Santo e um no Rio de Janeiro. Isso ocorre porque as contaminações pela doença estão restritas apenas à aves silvestres, e não atingiram a avicultura comercial, precendo o status segundo premissas da Organização Mundial para Saúde Animal (OMSA).

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, ele explica que desde 2020 a entidade realiza tratativas com países que são parceiros comerciais na importação de produtos avícolas para evitar embargos no comércio em caso de surgimento da doença.

"Atualmente, só falando da carne de frango, exportamos para mais de 150 países, e em torno de 135 já aceitaram mudar esta denominação de status sanitário. Por exemplo, ao invés de declarar o país livre ou não da doença, fazer um esquema de regionalização, zoneamento ou compartimentalização, isolando apenas o local onde o caso foi detectado", disse.

Para Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), estas medidas de diálogo entre parceiros comerciais, bem como as ações de biosseguridade, são essenciais para manter não apenas o comércio girando, mas para evitar consequências sociais. 

"Só no Rio Grande do Sul, por exemplo, são 260 municípios que têm como base na sua economia o setor de avicultura. Embargar um Estado inteiro seria algo extremamente prejudicial", disse.

Em relação ao debate sobre vacinar ou não as aves contra a doença, Santin reforça que a primeira palavra de ordem é a erradicação do foco. "Importante dizer que o que rege os protocolos é o Plano Nacional de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura, que está combinado com as Secretarias de Agricultura dos Estados. A polícia da vacinação é algo complementar, e apoio para que se façam estudos e que se discutam a aceitação (em âmbito comercial) de que será aceito", apontou Santin. 

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Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
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